Tarifa de 50% dos EUA contra o Brasil entra em vigor na próxima terça-feira, 6 de agosto. A medida foi confirmada por ordem executiva assinada nesta quinta-feira (31) pelo ex-presidente Donald Trump, e atinge diretamente as exportações brasileiras.
Apesar de ter afirmado anteriormente que o tarifaço começaria em 1º de agosto, o governo norte-americano adiou a aplicação para sete dias após a publicação oficial do decreto. O Brasil, entre dezenas de países afetados, recebeu a maior alíquota: 50% sobre produtos exportados.
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A tarifa de 50% dos EUA contra o Brasil representa um aumento de 40 pontos percentuais sobre a alíquota recíproca anterior, que era de 10%. A justificativa da Casa Branca é combater práticas comerciais consideradas desleais e proteger a economia norte-americana.
Setores como café, carne bovina e frutas devem sentir impacto direto, enquanto outros estratégicos — como o aeronáutico, energético e agrícola — ficaram isentos da nova tributação. Ao todo, quase 700 produtos brasileiros foram poupados da sobretaxa.
Além do Brasil, países como Canadá, Síria, Israel e África do Sul também foram incluídos na nova rodada de tarifas. No caso canadense, por exemplo, a tarifa subiu de 25% para 35%.
A tarifa de 50% dos EUA contra o Brasil pode afetar fortemente a balança comercial brasileira, já que os Estados Unidos são o segundo principal destino das exportações nacionais, atrás apenas da China.
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