Mortes por hantavírus chegaram a 211 no Brasil nos últimos dez anos, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde.
Neste domingo (10), foi confirmado o primeiro óbito pela doença em 2026. O caso aconteceu em Uberlândia, em Minas Gerais.
A vítima era um trabalhador rural de 46 anos que apresentou febre alta, dores musculares e insuficiência respiratória.
De acordo com a investigação epidemiológica, o homem teria sido contaminado em um galpão de armazenamento de grãos, ambiente considerado propício para presença de roedores silvestres.
O Ministério da Saúde informou que o Brasil não enfrenta risco de epidemia ou pandemia da doença.
Segundo os dados oficiais, o país registra entre 30 e 50 casos por ano, com média anual de aproximadamente 40 ocorrências.
A taxa de letalidade da hantavirose supera 40%, o que significa que quase metade das pessoas infectadas acaba morrendo, principalmente por complicações respiratórias graves.
Os estados com maior número de casos são Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Minas Gerais.
A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas por urina, fezes e saliva de roedores silvestres.
As autoridades recomendam manter ambientes ventilados, evitar varrer locais fechados a seco e utilizar solução com água sanitária para limpeza de áreas com sinais de roedores.
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