Vereador detona saúde e educação de João Pessoa na CMJP e acusam gestão de vender “realidade que não existe”

Na Câmara Municipal, vereadores criticam duramente a saúde e a educação de João Pessoa, acusando a gestão de priorizar propaganda em vez de resolver problemas.

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Milanez Neto (CMJP)

A sessão desta terça-feira (12) na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) foi marcada por duras críticas à gestão municipal, especialmente nas áreas de saúde e educação. O vereador Milanez Neto (MSB) afirmou que a bancada de situação apresenta “um cenário que não existe” e acusou a prefeitura de gastar com publicidade enquanto faltam medicamentos e profissionais nos Postos de Saúde da Família (PSFs).

Milanez denunciou a demissão de anestesistas e plantonistas e cobrou a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) para os servidores da saúde — promessa feita pelo prefeito Cícero Lucena (PP) ainda durante a campanha. “O cidadão é quem sustenta essa cidade e não merece viver tamanha mediocridade”, disparou.

O parlamentar também abordou a educação, destacando que a discussão do novo Plano Nacional de Educação (PNE) reforça a importância do fortalecimento do municipalismo. “A vida do cidadão não está no Congresso Nacional. É aqui que vivemos a realidade da nossa educação”, afirmou.

Outros vereadores endossaram as críticas. Fábio Carneiro (Solidariedade) ressaltou a dificuldade de mães que não conseguem vagas em creches, situação que afeta diretamente a qualidade de vida e o mercado de trabalho. Ele reconheceu esforços da Secretaria Municipal de Saúde, mas apontou falta de custeio: “Para o progresso da saúde, é preciso que governos municipal, estadual e federal atuem juntos”.

Carlão (PL) também acusou a gestão de se apoiar na propaganda: “A saúde não está boa. Nos PSFs, muitas vezes não há medicamentos. A propaganda funciona só na rádio e na TV, mas, na vida real, não”.

Guguinha Moov Jampa (PSD) alertou para a necessidade de focar nos problemas locais e cobrar soluções concretas.

Ao encerrar, Milanez reforçou a crítica à priorização de publicidade: “Começaremos a ter mais recursos quando pararmos de gastar com propagandas para mostrar coisas que não são reais. Eu quero uma saúde digna”.

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