Estudantes de Medicina da UFPB realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (9), em João Pessoa, para denunciar um problema que pode afetar a formação acadêmica e o funcionamento do hospital universitário.
Segundo os alunos da Universidade Federal da Paraíba, o curso enfrenta um efeito cascata iniciado durante a pandemia de COVID-19.
Na época, a suspensão das atividades presenciais interrompeu disciplinas práticas e acabou desorganizando o calendário acadêmico. O resultado foi um represamento de estudantes que precisaram aguardar novos períodos para cursar matérias obrigatórias.
Com isso, o tempo médio de formação no curso, que antes era de seis anos, passou a chegar a cerca de sete anos e meio para parte dos alunos.
“Colapso de 2027”
Os estudantes alertam para um cenário chamado por eles de “colapso de janeiro de 2027”. A projeção indica que três turmas podem iniciar o internato ao mesmo tempo.
Em vez de cerca de 60 alunos por período, o número pode chegar a quase 200 estudantes simultaneamente.
Impacto no hospital universitário
O principal campo de estágio é o Hospital Universitário Lauro Wanderley.
Segundo os estudantes, a unidade atualmente funciona com menos de 60% da capacidade devido a reformas. Caso várias turmas ingressem ao mesmo tempo no internato, ambientes preparados para cerca de 10 alunos poderiam receber até 30.
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