O Brasil saiu oficialmente do Mapa da Fome, segundo um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O levantamento, que abrange os anos de 2022, 2023 e 2024, aponta que menos de 2,5% da população brasileira está em risco de subnutrição — marca que retira o país da categoria de insegurança alimentar grave.
O dado foi divulgado durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU (UNFSS+4), realizada em Adis Abeba, capital da Etiópia. A informação foi celebrada pelo governo brasileiro como um feito histórico. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que o resultado antecipado representa a força do Plano Brasil Sem Fome, uma das principais metas da gestão Lula.
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“Sair do Mapa da Fome era o objetivo primeiro do presidente Lula ao iniciar o seu mandato em janeiro de 2023. A meta era fazer isso até o fim de 2026. Mostramos que, com o Plano Brasil Sem Fome, muito trabalho duro e políticas públicas robustas, foi possível alcançar esse objetivo em apenas dois anos. Não há soberania sem justiça alimentar. E não há justiça social sem democracia”, afirmou o ministro.
O Brasil já havia deixado o Mapa da Fome em períodos anteriores, mas voltou a figurar entre os países com insegurança alimentar grave em 2022, em razão dos indicadores registrados entre 2018 e 2020. O retorno à lista acendeu alertas internacionais sobre o aumento da pobreza e da desigualdade no país.
Agora, com os novos números, o país volta a ocupar uma posição de destaque no combate à fome e à insegurança alimentar em nível global. O relatório da FAO é considerado uma das principais referências internacionais para medir o acesso à alimentação em todo o mundo.
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