Casos de câncer de pele crescem no Brasil e acendem um alerta entre especialistas em saúde pública. Dados recentes apontam que, nos últimos 11 anos, o país registrou cerca de 479 mil casos da doença, resultando em aproximadamente 49 mil mortes. Entre 2014 e 2024, o aumento da incidência chegou a 72%, revelando um cenário preocupante.
A exposição prolongada e sem proteção ao sol é apontada como o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele. Trabalhadores que exercem atividades ao ar livre, como ambulantes, prestadores de serviço e vendedores de praia, estão entre os mais vulneráveis.
Em cidades com extensa faixa litorânea, a rotina sob sol intenso torna o uso do protetor solar indispensável. No entanto, muitos trabalhadores relatam dificuldades para manter a proteção diária. A exposição contínua provoca queimaduras, manchas e envelhecimento precoce da pele, além de aumentar significativamente o risco de doenças mais graves.
Segundo especialistas, os danos causados pelo sol são cumulativos e silenciosos. A falta de prevenção diária contribui para diagnósticos tardios, o que dificulta o tratamento e aumenta os índices de mortalidade. Mesmo diante desse cenário, pesquisas indicam que 65% dos brasileiros não utilizam protetor solar regularmente.
O alto custo do produto é apontado como uma das principais barreiras para a adesão ao hábito. Especialistas defendem que a proteção solar deve ser encarada como item essencial de saúde e segurança do trabalho, especialmente para quem depende da atividade ao ar livre para garantir o sustento.
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