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CPMI do INSS pede ao STF prisão preventiva de 21 investigados por cobrança ilegal. Integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social aprovaram nesta segunda-feira (1º) o envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) de pedido para autorizar a prisão preventiva de 21 pessoas suspeitas de envolvimento em cobrança ilegal de mensalidades descontadas das aposentadorias e pensões de milhões de brasileiros.
O requerimento foi de autoria do deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da comissão, e aprovado por unanimidade durante a quarta reunião da CPMI, instaurada em agosto para investigar o esquema revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada em abril pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Cabe ao ministro do STF, André Mendonça, relator do processo, decidir sobre o pedido de prisões preventivas. Gaspar destacou que a medida é necessária para garantir a coleta de provas e a aplicação da lei, já que nenhum dos investigados está atualmente preso.
Entre os nomes incluídos no requerimento estão o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral Virgílio de Oliveira Filho, os ex-diretores André Fidelis e Vanderlei Barbosa, e o advogado Eric Douglas Fidelis, suspeito de movimentar valores do suposto esquema.
Os demais investigados listados são Cecília Rodrigues Mota, Thaisa Hoffmann Jonasson, Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira, Alexandre Guimarães, Rubens Oliveira Costa, Romeu Carvalho Antunes, Domingos Savio de Castro, Milton Salvador de Almeida Júnior, Adelino Rodrigues Júnior, Geovani Batista Spiecker, Reinaldo Carlos Barros de Almeida, Vanderlei Barbosa dos Santos, Jucimar Fonseca da Silva, Philipe Roters Coutinho e Maurício Camisotti.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reforçou que todos os 21 investigados são citados nominalmente no inquérito da Polícia Federal, cujo teor é público.
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VigiaPB com Agência Brasil
