CRM-PB cassa registro de pediatra condenado por estupro de vulnerável na Paraíba

O CRM-PB cassou o registro do médico pediatra Fernando Paredes Cunha Lima, condenado por estupro de vulnerável contra duas crianças na Paraíba.

52
Fernando Cunha Lima - (Foto: Arquivo/Redes Sociais)

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) decidiu, por unanimidade, cassar o registro profissional do pediatra Fernando Paredes Cunha Lima, condenado por estupro de vulnerável contra duas crianças.

A decisão foi tomada na noite de quarta-feira (13), durante audiência em João Pessoa, da qual o médico participou em cadeira de rodas e com bengala. A medida, no entanto, ainda cabe recurso e pode ser analisada por instâncias superiores.

Condenação severa na Justiça

A Justiça da Paraíba condenou Fernando Cunha Lima a 22 anos, 5 meses e 2 dias de prisão em regime fechado. Ele também foi condenado a pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais a cada vítima, totalizando R$ 200 mil, valores que serão corrigidos pelo INPC e acrescidos de juros de 1% ao mês desde a data do crime.

Atualmente, o médico está preso na Penitenciária Especial do Valentina, em João Pessoa. Na sentença, a juíza Virgínia Gaudêncio de Novais destacou a gravidade dos crimes, a vulnerabilidade das vítimas e o alto grau de dolo, determinando uma punição exemplar.

Prisão e captura do médico

A prisão preventiva foi decretada pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba em 5 de novembro de 2024, após denúncia do Ministério Público da Paraíba. O desembargador Ricardo Vital de Almeida afirmou que o médico abusou da confiança de pacientes e familiares, representando risco à sociedade caso permanecesse solto.

O pediatra foi localizado e capturado em uma praia de Pernambuco no dia 7 de maio, sendo levado para a Central de Polícia Civil, no bairro do Geisel, em João Pessoa. Ao ser abordado pela imprensa, ironizou: “Com as minhas doenças eu não vou ficar preso, vou ficar só dois dias e saio”.

Novas denúncias e mais vítimas

As investigações começaram após a denúncia de estupro contra uma criança de 9 anos durante uma consulta em 25 de julho de 2024. Desde então, segundo o advogado das vítimas, Bruno Girão, cerca de 20 pessoas procuraram a defesa relatando abusos, mas apenas quatro formalizaram acusações — incluindo duas sobrinhas do médico e duas mães de pacientes.

Ainda há relatos de vítimas que temem se expor publicamente.

Veja também: Hytalo Santos quebra o silêncio e nega exploração de menores após investigações

Entre no grupo de whatsapp do Vigia PB: https://chat.whatsapp.com/D78sqGwexr62OZhZAEQz2r

VigiaPB