A entrevista Roberto Cabrini com Renê da Silva Nogueira Júnior, realizada no presídio de Caeté, registrou a primeira fala pública do empresário desde sua prisão pelo caso que envolveu a morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, em Belo Horizonte.
Durante a entrevista Roberto Cabrini, Renê confirmou ter passado pelo local do fato e reconheceu que estava armado naquele dia. Ele afirmou que se encontrava na cena no momento do disparo, mas negou ter sido o autor do tiro que atingiu Laudemir. Segundo o empresário, sua orientação inicial de não comentar o porte de arma partiu de seu advogado.
Cabrini questionou Renê sobre trechos de relatórios policiais que o descrevem como alguém com comportamento agressivo e interesse por armas. O empresário declarou que não concorda com tais classificações.
A entrevista Roberto Cabrini também abordou o relacionamento de Renê com sua esposa, que é delegada. Ele disse que não teve contato com ela após o ocorrido e afirmou ter procurado um coronel da Polícia Militar para receber orientações sobre como proceder.
Testemunhas ouvidas no processo relatam que teria havido um desentendimento entre Renê e coletores de lixo. Na conversa com Cabrini, o empresário disse que tentou explicar aos profissionais que seu carro não conseguiria passar ao lado do caminhão, negando qualquer ameaça.
Outro trecho da entrevista Roberto Cabrini destaca o depoimento do gari Thiago Rodrigues Vieira, que relatou ter percebido que Renê poderia estar armado e avisado Laudemir. Renê foi questionado, mas reafirmou que não realizou o disparo.
O empresário responde por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma e fraude processual. O caso segue em andamento no sistema judicial de Minas Gerais, sem decisão final até o momento.
Leia mais: Novas regras CNH 2025: Contran rompe com modelo antigo e acaba com aulas obrigatórias
Entre no grupo de whatsapp do Vigia PB: https://chat.whatsapp.com/D78sqGwexr62OZhZAEQz2r
VigiaPB
