Flávio Bolsonaro ataca voto de Alexandre de Moraes e promete pedir suspensão de julgamento de Jair Bolsonaro

Flávio Bolsonaro criticou Alexandre de Moraes após voto pela condenação de Jair Bolsonaro, classificando decisão como “vingança política” e prometendo pedir suspensão do julgamento.

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Flávio Bolsonaro - (Foto: Agência Senado)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a elevar o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (9). Após o ministro Alexandre de Moraes votar pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o parlamentar acusou o magistrado de agir com “ódio” e “vingança política”.

“Uma tristeza no coração ao ver como uma pessoa anuncia um voto político, com tanta raiva, tanto ódio. Parecia o líder do governo do PT no Supremo, proferindo palavras sem embasamento jurídico, sem nenhuma prova, como quem pratica uma vingança”, declarou Flávio.

O senador anunciou que vai protocolar pedido para suspender o julgamento, alegando que há uma denúncia de fraude processual envolvendo Alexandre de Moraes. Segundo Flávio, o ex-assessor do TSE Eduardo Tagliaferro afirmou que Moraes teria pedido alteração irregular em documento para justificar uma operação da Polícia Federal — depoimento que, segundo o senador, teria sido confirmado por perícia.

Defesa de Bolsonaro questiona acesso às provas

Flávio também disse que os advogados de defesa de Bolsonaro e dos demais réus tiveram acesso apenas parcial às provas, e que a dimensão dos arquivos inviabilizou uma análise completa.

“Vamos oficiar todos os ministros do Supremo para que tomem ciência dessa grave denúncia e pedimos que suspendam esse julgamento até a conclusão da investigação”, afirmou.

Mais cedo, o senador já havia publicado vídeo nas redes sociais, classificando o voto de Moraes como “encenação absurda” e escrevendo em letras maiúsculas: “SEM PROVAS, SEM LEI”.

Oposição fala em recorrer a cortes internacionais

Além de Flávio, o senador Magno Malta (PL-ES) declarou que, caso Jair Bolsonaro seja condenado, a oposição vai acionar organismos internacionais.

“Vamos à OEA, à ONU, embora sabendo da tendência esquerdista, e, se necessário, iremos até o Tribunal de Haia”, afirmou Malta.

O julgamento segue no STF em meio a forte embate político e acusações cruzadas entre ministros e aliados do ex-presidente.

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