Justiça da Paraíba solta policiais militares investigados pela morte de jovens no Conde

A Justiça da Paraíba libertou cinco policiais militares investigados pela morte de cinco jovens no Conde, em fevereiro de 2025, e revogou o uso de tornozeleiras eletrônicas.

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A decisão da Justiça da Paraíba sobre os policiais militares investigados pela morte de jovens no Conde gerou forte repercussão nesta quarta-feira (17). Cinco PMs, que estavam sob medidas cautelares, tiveram a libertação provisória concedida e a obrigatoriedade do uso de tornozeleiras eletrônicas foi revogada.

Um sexto policial, que não colaborou com as investigações e deixou o país, teve prisão preventiva decretada.

Defesa e decisão

A defesa dos militares argumentou que não existem provas concretas contra os suspeitos e que a imposição das tornozeleiras era desproporcional. Para os advogados, os autos não apresentam elementos que comprovem de forma inequívoca a autoria dos homicídios.

Apesar da liberdade, os PMs seguem com medidas restritivas: afastamento das funções operacionais, proibição de contato com familiares das vítimas, recolhimento domiciliar noturno e comparecimento mensal em juízo.

O caso que chocou a Paraíba

O episódio ocorreu em 15 de fevereiro de 2025, na Ponte dos Arcos, entre João Pessoa e Conde. Os policiais alegam que os jovens planejavam um ataque em retaliação ao feminicídio da mãe de um deles, mas a perícia expôs detalhes estarrecedores: mais de 90 disparos atingiram os veículos, sendo 74 em um carro e 18 no outro, todos de fora para dentro.

Testemunhas relataram que os PMs usavam máscaras, recolheram cápsulas e até pressionaram o pescoço de dois rapazes já rendidos.

As vítimas da ação

Foram mortos:

  • Fábio Pereira da Silva Filho, 26 anos
  • Emerson Almeida de Oliveira, 25 anos
  • Alexandre Bernardo de Brito, 17 anos
  • Cristiano Lucas, 17 anos
  • Gabriel Cassiano de Sousa, 17 anos, filho da mulher assassinada horas antes em feminicídio

Investigação em curso

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) sustenta que há fortes indícios de homicídio praticado pelos policiais, enquanto a defesa insiste que os jovens preparavam um ataque. A Justiça, considerando o andamento das investigações, optou por conceder a liberdade provisória, mas sem a tornozeleira eletrônica.

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