A denúncia sobre Lulinha mesada ganhou força após o ex-funcionário Edson Claro afirmar à Polícia Federal que Fábio Luiz Lula da Silva teria recebido cerca de R$ 300 mil por mês e um pagamento total que chegaria a 25 milhões. Segundo o depoente, os valores eram repassados por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.
Edson Claro relata que trabalhou para Antunes e diz estar sendo perseguido por ele. No relato entregue à CPMI do INSS, ele aponta que o “careca do INSS” mantinha pagamentos mensais e teria feito uma transferência milionária a Lulinha, sem detalhamento da moeda utilizada nesse repasse de 25 milhões.
A CPMI recebeu oficialmente as informações e deve discutir o tema na sessão desta quinta-feira. Também foi mencionado que Lulinha teria realizado viagens para Portugal na companhia de Antunes, segundo os documentos já em posse dos parlamentares.
A tentativa de convocar Edson Claro para depor foi barrada anteriormente pela ala governista da comissão. Mesmo assim, o depoimento já circula entre os investigadores e reforça a suspeita de pagamentos irregulares envolvendo o esquema do INSS.
Quem é o “careca do INSS”?
Antônio Carlos Camilo Antunes é apontado pela Polícia Federal como figura central em fraudes relacionadas a descontos indevidos em aposentadorias e pensões. As investigações mostram que ele movimentou mais de R$ 12 milhões em apenas 129 dias, realizando repasses rápidos para tentar evitar rastreamento bancário.
Situação na CPMI
Criada em agosto, a CPMI do INSS já aprovou pedidos de prisão preventiva de 27 suspeitos, aguardando decisão no Supremo Tribunal Federal. No centro desse debate, a denúncia sobre Lulinha mesada deve aquecer ainda mais a disputa política e as discussões sobre fraudes no sistema previdenciário.
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