LUOS de João Pessoa: Justiça mantém lei na cidade e trava obras na orla

LUOS de João Pessoa é mantida pelo TJPB para quase toda a cidade, mas obras na orla ficam suspensas até criação de nova lei municipal.

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Imagem ilustrativa - (Foto: Tribunal de Justiça da Paraíba)

LUOS de João Pessoa teve seu julgamento encerrado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, trazendo segurança jurídica para a maior parte da cidade, mas impondo restrições temporárias para empreendimentos localizados na orla marítima.

A maioria dos desembargadores entendeu que a Lei de Uso e Ocupação do Solo foi criada seguindo os trâmites legais, o que garante a validade das construções, alvarás e documentos emitidos fora da faixa da orla. Nessas áreas, não haverá qualquer prejuízo para obras já realizadas ou em andamento.

O único ponto considerado inconstitucional foi o artigo 62 da Lei Municipal nº 166/2024, que trata da faixa de 500 metros da beira-mar. Com isso, os empreendimentos localizados nessa área ficam, por enquanto, sem autorização para novos alvarás ou emissão de “Habite-se”.

Na prática, a decisão ficou assim:

  • Fora da orla: construções, licenças e documentos seguem válidos e protegidos pela Justiça.
  • Na orla (faixa de 500 metros): novas liberações ficam suspensas até que uma nova lei seja criada pela Prefeitura.

O Tribunal decidiu que o prazo de 180 dias para a elaboração da nova legislação começará a contar a partir de 2 de fevereiro de 2026, data que marca o retorno das atividades da Câmara Municipal de João Pessoa. A Prefeitura terá a obrigação de promover consultas públicas antes de enviar o novo projeto de lei.

Posição do setor da construção

O Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa acompanhou o processo como amigo da corte. Para representantes do setor, a decisão evita um colapso no mercado imobiliário ao preservar a validade da lei nas áreas onde não houve irregularidade.

Apesar disso, o entendimento é de que o Tribunal poderia ter adotado um efeito mais amplo para garantir segurança jurídica também aos empreendimentos da orla, o que não ocorreu.

A decisão mantém o setor em alerta e transfere agora para o Poder Executivo municipal a responsabilidade de definir o futuro das construções na área mais valorizada da capital.

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