Um momento de pura emoção marcou a tarde desta segunda-feira (15) em Campina Grande. A bebê de apenas um ano baleada pelo próprio pai durante um feminicídio em Itaporanga, no Sertão da Paraíba, recebeu alta hospitalar após mais de dois meses de luta pela vida.
A pequena guerreira passou 70 dias internada, sendo 66 deles na UTI pediátrica do Hospital de Trauma de Campina Grande, onde enfrentou cirurgias delicadas e um quadro gravíssimo. Logo após o crime, ela precisou ter parte do crânio removida para aliviar a pressão no cérebro.
Para a equipe médica, familiares e quem acompanhou o caso, a recuperação é nada menos que um milagre. “Foi uma cura divina, uma cura completa. Essa criança está saindo hoje do trauma com todas as funções normais, sorrindo, se alimentando, sem sinais de sequelas”, declarou a médica Noadja Cardoso, emocionada.
Agora sob os cuidados da tia, Adriana de Oliveira, a bebê seguirá em observação domiciliar, mas os médicos já avaliam a evolução como totalmente satisfatória. “Vou ficar até o fim para cuidar dela e levá-la para casa. A justiça dos homens existe, mas acreditamos na Justiça de Deus”, afirmou Adriana.
O caso chocou a Paraíba e comoveu o país em maio deste ano, quando o pai da criança tentou matar a esposa — que não resistiu — e acabou baleando a própria filha. Dois meses depois, a imagem que fica é a de resistência e esperança: uma bebê que venceu a morte e virou símbolo de superação.
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