As novas regras da CNH resultaram na formação de quase 600 mil novos motoristas nos últimos quatro meses. A principal mudança foi a desobrigação de aulas em autoescolas, o que reduziu custos para obtenção da habilitação.
Com a alteração, candidatos podem utilizar instrutores autônomos, o que diminuiu o valor médio para conseguir a carteira de habilitação. Em alguns casos, o custo caiu para menos da metade do valor anteriormente cobrado.
Antes das mudanças, o custo para se habilitar chegava a R$ 4.951,35 no Rio Grande do Sul e R$ 4.477,95 no Mato Grosso do Sul. Com a nova legislação, qualquer motorista habilitado pode atuar como instrutor.
Também foi retirada a exigência de veículos com comandos duplos, como pedais adicionais no lado do passageiro.
Mudanças nos exames
O exame prático passou por flexibilizações. A manobra de baliza foi retirada e o sistema de pontuação foi alterado, permitindo até 10 pontos negativos antes da reprovação.
O limite para o motor apagar durante o teste passou de duas para cinco vezes. Encostar em cavaletes ou na guia da calçada não gera mais reprovação automática.
Além disso, a obrigatoriedade de 20 aulas teóricas e práticas em centros de formação de condutores foi revogada.
Especialistas apontam que a simplificação do processo pode aumentar riscos no trânsito devido à redução das exigências técnicas para obtenção da habilitação.
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