Novo remédio dá esperança de cura para quem perdeu movimentos após lesão na medula

Cientistas brasileiros desenvolvem medicamento inédito que pode trazer esperança de cura e devolver movimentos a pessoas com lesão na medula espinhal.

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Um avanço científico brasileiro pode revolucionar o tratamento de lesões medulares. Desenvolvida pela professora doutora Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a polilaminina é um medicamento inovador capaz de estimular a regeneração da medula espinhal em pacientes que sofreram rompimento da coluna e perderam movimentos do corpo.

O composto é extraído da placenta humana e tem como base a proteína laminina, conhecida por atuar no sistema nervoso e promover a reparação celular. Segundo os pesquisadores, a polilaminina é capaz de estimular neurônios maduros a se rejuvenescere e criar novos axônios, restaurando a condução dos impulsos elétricos pelo corpo.

Em testes clínicos iniciais, pacientes apresentaram recuperação significativa da mobilidade, sem sequelas. Entre eles, destacam-se:

  • Hawanna Cruz Ribeiro, atleta paralímpica de rugby, tetraplégica desde 2017, que recuperou 60% a 70% do controle do tronco e melhorou a sensibilidade da bexiga.
  • Bruno Drummont de Freitas, tetraplégico após acidente de trânsito, recuperou totalmente os movimentos em cinco meses.

Estudos pré-clínicos em animais também demonstraram resultados promissores, com recuperação completa da marcha em cães e efeitos observados em apenas 24 horas em ratos.

O laboratório Cristália, responsável pelo desenvolvimento do medicamento, aguarda a autorização da Anvisa para iniciar os estudos clínicos regulatórios ampliados, com expectativa de liberação em cerca de um mês. O medicamento será inicialmente aplicado em pacientes com lesões recentes, mas resultados em casos crônicos também são animadores.

A polilaminina será aplicada diretamente na coluna, com hospitais em São Paulo, como o Hospital das Clínicas e a Santa Casa, preparados para iniciar o procedimento. Os pesquisadores reforçam que o medicamento não apresenta efeitos colaterais conhecidos, mas alertam que os resultados variam de acordo com o tempo de aplicação e o comprometimento do paciente com o pós-operatório.

Tatiana Coelho afirma: “Não vendemos ilusões, trazemos evidências. Os resultados são mais expressivos quanto mais rápido o medicamento é aplicado.” O processo de patente já está em andamento, e a pesquisa é inédita mundialmente, com duplicações independentes confirmando a eficácia do método.

Especialistas destacam o potencial revolucionário da polilaminina, mas recomendam cautela até que todas as fases de testes clínicos sejam concluídas e a Anvisa conceda a liberação oficial para uso.

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