Pai confessa que matou filho autista em João Pessoa para não pagar pensão alimentícia, revela Polícia

Davi Piazza Pinto, de 38 anos, confessou ter matado o filho autista de 11 anos em João Pessoa para não pagar pensão alimentícia.

35
Davi Piazza Pinto, de 38 anos, suspeito confesso de matar o filho autista Arthur, de 11 anos de idade em João Pessoa. (Foto: divulgação/PCSC)

Um crime brutal chocou a Paraíba. Davi Piazza Pinto, de 38 anos, confessou à Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) ter assassinado o próprio filho, Arthur, de 11 anos, que era autista e tinha deficiência visual. O motivo, segundo o depoimento do suspeito, seria não querer pagar a pensão alimentícia do menino.

O delegado Bruno Germano, da Polícia Civil da Paraíba (PCPB), confirmou a informação e detalhou que o valor da pensão era de cerca de R$ 1.800, valor que o homem alegou não conseguir mais arcar por estar “endividado”.

“Ele afirmou que essa seria a motivação do crime”, destacou o delegado.

Davi foi preso em Florianópolis (SC), onde mora, e teve a prisão mantida após audiência de custódia realizada na segunda-feira (3). A juíza Conceição Marscicano, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), decretou a prisão preventiva do suspeito. Ainda não há data definida para sua transferência à Paraíba.

🔍 O crime

O corpo de Arthur foi encontrado em uma fábrica abandonada na região do bairro Colinas do Sul, em João Pessoa, no último fim de semana. De acordo com as investigações, o pai teria viajado da capital catarinense à Paraíba para buscar o menino e passar alguns dias com ele, sob o pretexto de levá-lo para Florianópolis.

Durante os dias em que esteve com o filho, Davi mantinha contato constante com a mãe da criança, dizendo que “estava tudo bem”. No entanto, na manhã do crime, ele ligou para a ex-companheira confessando o assassinato e informando o local onde havia ocultado o corpo.

“Ele ligou arrependido, dizendo que tinha matado o próprio filho e escondido o corpo”, relatou o delegado Bruno Victor Germano.

O Instituto de Medicina Legal (IML) confirmou que a causa da morte foi asfixia por sufocação, segundo informou o diretor Flávio Fabres.

O caso comoveu o país e gerou intensa repercussão nas redes sociais, sobretudo pelo nível de frieza do crime e pela vulnerabilidade da vítima. A Polícia Civil da Paraíba segue conduzindo o inquérito, enquanto o suspeito permanece detido em Santa Catarina à disposição da Justiça.

Leia mais: PT entra na Justiça contra parlamentares e aliados de Bolsonaro por chamarem o partido de “Partido dos Traficantes”

Entre no grupo de whatsapp do Vigia PB: https://chat.whatsapp.com/D78sqGwexr62OZhZAEQz2r

VigiaPB