Durante a pandemia, em março de 2021, a licitação de iPhones na Câmara de João Pessoa foi marcada por polêmica e críticas públicas. Naquele período crítico, a Casa abriu um certame para a cessão de 35 aparelhos da Apple aos vereadores e ao presidente Valdir José Dowsley, com contrato de 24 meses em regime de comodato.
O valor máximo previsto para o contrato era de R$ 415,8 mil, com gasto mensal de até R$ 17,3 mil. A licitação exigia iPhones com iOS 14, 128 GB de armazenamento, câmera dupla de 12 MP, reconhecimento facial, resistência à água e carregamento sem fio. A justificativa oficial era garantir comunicação rápida e segura, especialmente após casos de clonagem de celulares de parlamentares.
Mesmo com a explicação da Câmara, a decisão de investir em iPhones durante a pandemia gerou grande repercussão e críticas sobre a prioridade de recursos públicos em um período de crise sanitária. A licitação acabou sendo suspensa pouco tempo depois, mas permanece como um dos episódios mais polêmicos da Câmara durante 2021.
Esse caso reforça como algumas decisões administrativas, em momentos de pandemia, podem gerar debates acalorados sobre transparência e uso de recursos públicos.
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