A anistia 8 de janeiro ganhou um novo capítulo explosivo em Brasília. A Câmara dos Deputados aprovou, na noite da quarta-feira (17), o regime de urgência para o Projeto de Lei que concede perdão aos participantes de manifestações políticas ocorridas entre 30 de outubro de 2022 e a data de entrada em vigor da lei — incluindo os réus e presos dos atos de 8 de janeiro de 2023.
A votação terminou com 311 votos a favor, 163 contra e 7 abstenções. Entre os paraibanos, três deputados votaram contra, oito foram favoráveis e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), simplesmente não votou.
“Não se trata de apagar o passado, mas de permitir que o presente seja reconciliado e o futuro construído em bases de diálogo e respeito”, justificou Hugo Motta, que anunciou para esta quinta-feira (18) a escolha do relator da proposta. A data para votação definitiva do projeto ainda não foi definida.
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Se aprovada, a anistia poderá beneficiar centenas de presos envolvidos nos atos que sacudiram Brasília em 2023. O projeto de urgência permite que o texto seja votado diretamente no Plenário, sem a análise prévia das comissões.
Parlamentares de oposição e partidos de direita vibraram com a decisão, enquanto a esquerda e a base governista reagiram com duras críticas, acusando a medida de representar uma “licença para o caos” e de premiar quem atacou a democracia.
Como votaram os deputados da Paraíba
- Hugo Motta (Republicanos) – não votou
- Aguinaldo Ribeiro (Progressistas) – sim
- Cabo Gilberto Silva (PL) – sim
- Mersinho Lucena (Progressistas) – sim
- Romero Rodrigues (PSC) – sim
- Murilo Galdino (Republicanos) – ausente
- Wellington Roberto (PL) – sim
- Ruy Carneiro (Podemos) – sim
- Wilson Santiago (Republicanos) – sim
- Gervásio Maia (PSB) – não
- Dr. Damião (União Brasil) – não
- Luiz Couto (PT) – não
Com a aprovação da urgência, o clima de tensão aumenta no Congresso e a anistia 8 de janeiro promete ser um dos temas mais explosivos da cena política brasileira em 2025.
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