O vereador Guga, do Movimento Jampa e aliado do prefeito Cícero Lucena, gerou nova polêmica na Câmara Municipal de João Pessoa ao sugerir a implementação de ponto facial para o registro de presença dos parlamentares nas sessões legislativas. A proposta foi apresentada durante discurso no plenário da Casa de Napoleão Laureano e provocou reações imediatas entre os colegas.
“Já disseram que era impossível médico fazer esse ponto facial. Eu disse: então começa pela Casa. Por que não? Cobrança desde essa Casa que cada vereador bata o ponto, como qualquer trabalhador”, declarou o vereador Guga, ao antecipar que pretende apresentar um projeto de lei oficializando a medida.
A sugestão reabriu o debate sobre assiduidade e transparência no Legislativo municipal. Alguns vereadores demonstraram resistência, argumentando que a atuação parlamentar vai além do plenário.
O vereador Bosquinho, também da base do governo, afirmou que a ideia merece reflexão, destacando a natureza dinâmica do trabalho de um vereador. “Não tenho dificuldade nenhuma com essa situação. Só precisamos fazer uma observação, porque a vida de um vereador, assim como de um deputado estadual, envolve uma agenda com bastante mobilidade, incluindo visitas em comunidades, reuniões externas e atendimento à população”, explicou.
Embora o projeto ainda não tenha sido formalizado, a iniciativa do vereador Guga já provocou discussões sobre os limites entre o controle de presença e a autonomia parlamentar. A expectativa é que, uma vez protocolada, a matéria intensifique o debate sobre transparência e dever funcional na Câmara de João Pessoa.
