Operação Carro-Pipa entra em risco após atraso de pagamentos na Paraíba

Operação Carro-Pipa enfrenta risco de paralisação na Paraíba após atraso de pagamentos a motoristas desde outubro.

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Carros-pipa retirando água do açude de Boqueirão

Operação Carro-Pipa enfrenta risco de paralisação na Paraíba após motoristas denunciarem atraso no pagamento pelos serviços prestados. Segundo os trabalhadores, os repasses estão pendentes desde outubro do ano passado, o que tem provocado dificuldades financeiras e ameaça a continuidade da operação.

Diante do cenário, motoristas afirmam que podem suspender as atividades nas próximas semanas caso a situação não seja regularizada. A operação é responsável pelo abastecimento de água em diversas cidades, especialmente em regiões afetadas pela seca.

O órgão responsável pela coordenação da Operação Carro-Pipa no estado informou que já concluiu todos os trâmites administrativos sob sua responsabilidade e aguarda a liberação dos recursos necessários para efetuar os pagamentos. O Governo Federal ainda não apresentou previsão oficial para a liberação dos valores.

Sem receber conforme previsto em contrato, profissionais relatam dificuldades para manter despesas básicas, como manutenção dos caminhões, combustível, alimentação e custos familiares. Muitos afirmam que seguem trabalhando mesmo sem pagamento para evitar o colapso no fornecimento de água.

“Tem gente sem receber desde outubro. Outros, como eu, desde novembro. A gente não tem previsão nenhuma e não consegue manter o serviço sem dinheiro”, relatou um motorista, que preferiu não se identificar.

No Sertão da Paraíba, a possível paralisação preocupa moradores e autoridades locais. Em áreas entre Sousa, Marizópolis e Cajazeiras, cerca de 500 caminhões podem interromper as atividades, o que pode agravar o racionamento de água em comunidades dependentes da Operação Carro-Pipa.

Além do impacto no abastecimento, o atraso nos pagamentos também afeta a economia local. Oficinas mecânicas, postos de combustíveis, casas de pneus e pequenos comércios já sentem os reflexos da falta de circulação de recursos gerados pela operação.

Enquanto os motoristas aguardam uma solução, cresce a pressão por uma resposta rápida para evitar a interrupção de um serviço considerado essencial para milhares de famílias no estado.

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