Laís Gamarra abriu pela primeira vez seu relato sobre a violência doméstica que afirma ter sofrido do então namorado, o influenciador Thiago Schutz, conhecido como “Calvo do Campari”. Na entrevista, ela descreveu a noite da agressão, os momentos de tensão que viveu dentro da casa dele e como conseguiu pedir socorro.
Segundo Gamarra, o comportamento de Schutz era diferente no início do relacionamento. Ela conta que saiu de Sorocaba para encontrá-lo em Salto após um desentendimento, acreditando que os dois iriam se reconciliar. Mas a situação mudou rapidamente.
Gamarra afirma que, após começarem a beber vinho, foi subitamente imobilizada. Ela relata que foi enforcada e que teve a sensação de que o agressor poderia matá-la. O episódio marcado por violência física teria se agravado depois que recusou manter relações sexuais. A negativa, segundo ela, desencadeou xingamentos e agressões que incluíram puxões de cabelo e tapas no rosto.
Ainda de acordo com Laís Gamarra, a única chance de pedir ajuda surgiu quando ela conseguiu se afastar, pegar o celular e sair correndo para a rua. Ela diz que alcançou um estabelecimento e encontrou uma viatura policial, momento em que gritou por socorro.
A vítima relatou também que Schutz passou a apresentar sinais de comportamento controlador semanas antes, impondo restrições sobre com quem ela poderia falar e como deveria se comportar. Para Gamarra, os episódios ocorreram em um curto intervalo de tempo.
O laudo pericial apontou múltiplas lesões na vítima, incluindo marcas compatíveis com tentativas de defesa. Na versão registrada no boletim de ocorrência, Schutz negou a tentativa de obrigá-la a manter relações sexuais e afirmou ter se defendido após ser arranhado.
Em um dos vídeos entregues às autoridades, o influenciador aparece discutindo com Gamarra momentos antes da saída da vítima da residência. As imagens teriam sido registradas por ela durante a fuga.
A defesa de Thiago Schutz afirma que ele está colaborando com a Justiça e cumprindo as medidas cautelares impostas, como manter distância da vítima e evitar contato por qualquer meio.
A advogada de Gamarra, Nayara Thibes, pede a prisão preventiva do influenciador, sustentando que sua liberdade representa risco à integridade da cliente, especialmente diante da gravidade das acusações.
O caso também reacende debates sobre episódios anteriores envolvendo Schutz, que já havia sido denunciado por ameaças em episódios relacionados a conteúdos publicados por mulheres nas redes sociais.
Laís Gamarra afirma que segue abalada e envergonhada com o ocorrido. Ela descreve dificuldade em compreender como se envolveu em uma situação de violência e diz lutar contra o sentimento de culpa, comum entre vítimas desse tipo de crime.
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