Lula sanciona lei antifacção com penas mais duras contra crime organizado

Lula sanciona lei antifacção que aumenta penas, permite apreensão de bens e endurece combate ao crime organizado.

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Presidente Lula - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lula sanciona lei antifacção nesta terça-feira (24), criando o marco legal do combate ao crime organizado no Brasil. A cerimônia ocorre às 15h, no Palácio do Planalto, em Brasília.

O projeto aumenta as penas para participação em organizações criminosas e milícias, além de permitir apreensão de bens de investigados.

Punições mais duras

O texto tipifica como crime hediondo o chamado “domínio social estruturado”, que inclui:

  • Controle de territórios com violência
  • Impedimento da atuação policial
  • Imposição de serviços ou atividades econômicas
  • Ataques a serviços públicos essenciais

A pena pode variar de 20 a 40 anos de prisão. Para quem favorecer o crime, a punição vai de 12 a 20 anos.

Quando houver agravantes, como liderança em organizações criminosas, a pena poderá aumentar em dois terços.

Corte de benefícios

O texto também prevê:

  • Proibição de anistia e indulto
  • Sem liberdade condicional
  • Sem fiança
  • Sem auxílio-reclusão para dependentes
  • Perda de bens apreendidos

O projeto ainda endurece regras para progressão de regime, exigindo cumprimento de até 85% da pena.

Recursos e investigações

Os valores apreendidos em investigações serão divididos entre estados e União, conforme a atuação de cada órgão.

A Polícia Federal continua responsável por cooperação internacional em casos envolvendo organizações criminosas estrangeiras.

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