A Câmara Municipal de João Pessoa foi sacudida nesta quinta-feira (18) com a decisão surpreendente do vereador Raoni Mendes (DC) de renunciar à presidência da CPI dos Combustíveis, colegiado instalado para investigar denúncias de cartel nos postos da Capital. A renúncia, anunciada em nota oficial, ocorre em meio a fortes críticas sobre a condução dos trabalhos e revela o clima de tensão política que se instalou na Casa.
“Renuncio para não ser instrumento ou cúmplice da transformação da CPI em espaço de vaidades e cortes de redes sociais que visam apenas engajamento, em detrimento da verdade que a sociedade merece conhecer”, disparou o parlamentar.
Raoni ainda fez duras críticas a manobras regimentais que, segundo ele, estariam sendo usadas de forma distorcida para enfraquecer o papel fiscalizador da Câmara. “O uso desequilibrado e distorcido de mecanismos regimentais não fortalece esta Casa, pelo contrário, a fragiliza. Uma CPI deve ser instrumento nobre de fiscalização, não palanque político nem arena de disputas pessoais”, afirmou.
O vereador ressaltou que sua escolha para presidir o colegiado seguiu rigorosamente os trâmites legais, conforme parecer da Procuradoria da Câmara (nº 102/2025).
A CPI dos Combustíveis segue com a relatoria de Tarcísio Jardim (PP) e participação dos vereadores Jailma Carvalho (PSB), Fábio Carneiro (Solidariedade), Fábio Lopes (PL), Guguinha Moov Jampa (PSD) e Mikika Leitão (Republicanos). Agora, caberá ao grupo escolher quem assumirá a presidência no lugar de Raoni.
A renúncia promete intensificar os debates nos bastidores e já coloca em xeque o futuro da investigação, que nasceu sob fortes expectativas da população.
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