Ricardo Coutinho diz que quer ser julgado na Operação Calvário e afirma ser vítima de perseguição política

O ex-governador Ricardo Coutinho declarou querer ser julgado na Operação Calvário e alegou perseguição política, afirmando que não há provas contra ele.

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O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), afirmou, em entrevista à TV Norte Paraíba, que deseja ser julgado pelas denúncias apresentadas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) no âmbito da Operação Calvário. O petista declarou ser “inocente” das acusações e disse que há uma mobilização judicial para retirá-lo da política.

“Eu quero ser julgado”, cravou Coutinho, ao ser questionado sobre a sequência de juízes que se declararam suspeitos para analisar as ações.

Segundo o ex-governador, sua intenção é enfrentar as acusações e provar que foi alvo de perseguição política. Ele defendeu que o Ministério Público só possa apresentar denúncias com base em provas concretas, e não em “narrativas”.

“A Justiça não é feita de narrativas. A Justiça é feita de provas objetivas. Ela só pode funcionar se tiver provas”, afirmou.


Operação Calvário e impasse judicial

A demora no julgamento das denúncias se deve, em parte, a um impasse sobre o foro competente — se as ações devem tramitar na Justiça Eleitoral ou na Justiça Comum. Paralelamente, cerca de 20 juízes já se declararam impedidos de atuar nos casos, alegando motivos de foro íntimo.

Para Ricardo, o afastamento de tantos magistrados reflete a fragilidade das acusações. “O motivo sempre é particular. Quase não tenho conhecimento pessoal com juízes. Quem leu o que estavam me acusando percebeu que havia apenas uma narrativa”, disse.


Planos políticos e críticas ao cenário atual

Pré-candidato a deputado federal, Coutinho afirmou que sua atuação no Congresso terá como foco o fortalecimento do Estado de Direito e a criação de um código de ética nacional para evitar acusações sem provas.

Durante a entrevista, o petista também criticou o atual cenário político paraibano, classificando-o como um “vazio de ideias”. Ele acusou o prefeito Cícero Lucena (sem partido) de ter uma gestão “sem coerência” e avaliou que o governo de João Azevêdo (PSB) está “aquém do que poderia ser feito”.

Coutinho ainda lamentou não ter disputado o Senado em 2018, atribuindo o erro à falta de diálogo com a então vice-governadora Lígia Feliciano, e disse que a política paraibana segue dominada por “oportunismo e oligarquias”.

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VigiaPB com MaisPB